O Objetivo e Compromisso

 
Objetivo Geral
Animar a comunidade eclesial para se comprometer de maneira nova, vigorosa e decidida (PDV 34) com as vocações e ministérios nas dimensões da ação evangelizadora, tendo presente o processo de inculturação, em vista de uma Igreja toda ministerial e missionária.
Objetivos Específicos
Criar um clima que gere uma cultura vocacional, assumindo o seguinte itinerário: despertar, discernir, cultivar e acompanhar. Convocar e capacitar agentes vocacionais favorecendo e facilitando sua formação específica, através de cursos, encontros, retiros, subsídios, priorizando a criação e o serviço de equipes de pastoral vocacional (cf. Doc. CNBB 55, nº 29).
Fazer acontecer a integração e articulação da pastoral vocacional com as demais pastorais, especialmente a PJ, a PF e a PC, como também com os organismos (CNL, CND, CNIS, CRB, CNC, OSIB) e movimentos eclesiais. 
Compromissos da Pastoral Vocacional quanto ao Itinerário Vocacional
Despertar
Através da Pastoral da Juventude, Familiar e Catequética, a Igreja, educadora da fé, há de oferecer a crianças, jovens e adultos um itinerário, uma apresentação do Evangelho da Vocação, uma possibilidade de desenvolver a experiência do encontro com o Senhor Ressuscitado.
A Liturgia, muito viva, acompanhada pelo estudo da Palavra de Deus e a aprendizagem da vida de oração, proporciona uma experiência básica para o despertar vocacional. Ocasiões especiais para realizar este propósito são a preparação e celebração da Crisma, do Sacramento da Reconciliação e da Eucaristia, e o âmbito da Direção Espiritual.
A apresentação adequada e a leitura de vidas de santos e o conhecimento de modelos de ministros, de pessoas consagradas e de mártires latino-americanos oferecem perspectivas de desafio, entusiasmo e realização para crianças, jovens e adultos.
Os eventos vocacionais como semanas e meses vocacionais, as visitas ao seminário e casas de formação incremental o clima favorável às vocações; este, alimentado pela experiência comunitária da família, da escola, do grupo de jovens e da paróquia, é já o primeiro elemento de uma cultura vocacional. Continuar a realização de atividades que visam o despertar vocacional, tais como: gincanas, encontros, shows, maratonas, subsídios e outros.
Os agentes de Pastoral Vocacional, bem definidos em sua própria vocação, alegres em sua resposta vocacional, propõem de maneira clara, direta, destemida a possibilidade de uma vocação, de uma forma muito pessoal, a crianças, jovens e adultos.
O chamado direto e pessoal feito em nome da Igreja é indispensável e decisivo para o despertar vocacional, conforme as palavras fortes e insistentes do Papa João Paulo II em sua primeira carta para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações: "... não tenhais receio de chamar. Descei para o meio de vossos jovens. Ide pessoalmente ao encontro deles e chamai. Nós devemos chamar. O resto o Senhor fará."
O jovem se faz sensível ao chamado vocacional na medida em que é capaz de interrogar-se sobre o sentido de sua vida. Os grupos vocacionais, as casas da juventude, as comunidades de acolhida, as experiências de trabalho missionário e outra iniciativas semelhantes colaboram com o despertar vocacional permitindo ao jovem responder a suas inquietudes.
Nossa organização pastoral deve criar espaço para o protagonismo dos jovens em atividades que alimentam a consciência da pertença à Igreja, o serviço apostólico e de promoção dos mais pobres. E através de sua presença pública a Igreja deve atingir o jovem onde ele se encontra: nos locais de estudo, de encontros e de lazer.
Cada vez mais os Meios de Comunicação Social se convertem em escola alternativa. A Igreja está desafiada a utilizá-los como instrumentos indispensável na apresentação de valores que favoreçam o surgimento de uma cultura propícia às vocações. Para tanto deverá utilizar a linguagem, sinais e símbolos próprios desses meios de comunicação.
Discernir
A promessa de Deus assegura que na Igreja não hão de faltar ministros e testemunhas de seu Reino, capazes de responder aos clamores e necessidades de nossos dias. Trata-se de encontrar, na abertura da graça batismal, a vocação própria de cada um e, em especial, saber discernir os "sinais de Deus" que, em todos os tempos, continua chamando discípulos para os ministérios ordenados, a vida consagrada e vocações leigas. Este trabalho supõe, na comunidade eclesial, fé viva e docilidade ao Espírito Santo.

A cada um corresponde buscar o lugar concreto onde o Senhor o chama a dar a vida em favor dos irmãos.
O discernimento requer dos jovens, dos que os acompanham e de toda a comunidade uma atitude de oração permanente, silêncio interior, para suscitar a voz de Deus, contemplação da vida e mensagem de Jesus Cristo e disponibilidade para responder a seu chamado, a fim de segui-lo mais de perto e assumir sua missão.
Para que o processo de discernimento chegue a uma decisão madura e justa, é necessário identificar os sinais do chamado de Deus e de uma autêntica vocação:
As qualidades humanas, a saúde física e psíquica, o domínio de si, a capacidade de relacionar-se com os outros para viver e trabalhar em comunidade.
A fé viva em Jesus Cristo, a devoção à Virgem Maria, o gosto pela oração e pela Palavra de Deus, a participação nos Sacramentos, o serviço à comunidade, a doação de si mesmo aos mais necessitados, o espírito de sacrifício, que permita superar as insistentes atrações do prazer sem regras morais e do consumismo que sofrem os jovens, exacerbadas, nos ambientes urbanos e na cultura pós-moderna.
A disponibilidade para formar-se, deixar-se guiar-se especialmente pela direção espiritual e preparar-se para o serviço eclesial.
Haver demonstrado, na experiência, de alguma ação apostólica, uma atitude de serviço aos outros, demonstrado percepção de suas necessidades, compaixão e vontade de manifestar a eles a misericórdia de Deus.
A reta intenção e clareza de motivação na escolha vocacional de total consagração ao Ministério Ordenado, à Vida Consagrada e ao especial discernimento do carisma congregacional.
O acompanhante e, se possível, a equipe de acompanhantes, em atitude de respeito ao Deus que chama, procurarão observar os sinais da vocação, orientar o jovem para que ele mesmo os descubra e se disponha a responder com generosidade à sua vocação e atender às necessidades concretas das comunidades nas quais vai servir.

E
special atenção merece o discernimento das vocações de pessoas adultas. Sejam ajudadas a avaliar suas condições humanas e fazer a leitura da própria história, integrando-a à luz do chamado de Deus.
Atente-se que os sinais de vocação permaneçam sempre como expressão externa do chamado interno de Deus; as motivações internas fundamentam o valor ou a ambigüidade da opção; o testemunho e comportamento do vocacionado complementam a autenticidade da vocação.
Acompanhar
Elabore-se um projeto de acompanhamento, na medida do possível, feito por uma equipe que inclua conteúdos formativos, atividades e meios pedagógicos.

Leve-se em conta, no acompanhamento, o itinerário vocacional, favorecendo a integração entre a PV e a Equipe de Formação.
A pessoa ou a equipe que acompanha os vocacionados há de estar preparada, madura em sua experiência de Deus, consciente de seu papel de mediação e conhecedora das ciências psicossociais que lhe permitam encontrar os caminhos do crescimento para a pessoa chamada.
Cultivar
Apresente-se em sua globalização as várias alternativas da vocação sem direcionar para uma vocação determinada. Evite-se, pois, toda e qualquer precipitação e manipulação da vocacionado, respeitando a sua liberdade.

Faça-se uma PV aberta, que respeite todas as vocações, carismas, as diferentes culturas, expressões religiosas, situações sócio-econômicas e outras.
Leve-se em consideração os sinais de vocação, tais como: amor e respeito às coisas de Deus e da Igreja, sobretudo a valorização da Eucaristia e das celebrações litúrgicas; disponibilidade e espírito de serviço de equipe, de partilha e de sensibilidade com os sofredores.
Trabalhe-se as motivações através de estudos e práticas pastorais.
Favoreça-se orientação espiritual e psicológica ao vocacionado.

Q
uanto à Teologia da Vocação
Incentivar o estudo e o desenvolvimento da teologia da vocação nos seus diversos aspectos da vocação, quais sejam batismo, inculturação, eclesiologia, antropologia e outros.
Divulgação da Teologia da Vocação através de cursos, simpósios, estudos, debates e livros.
Quanto à Integração das Pastorais
Levar em conta: a PV, aos poucos, deveria como que "desaparecer" os conteúdos das demais pastorais. Todas as pastorais deverão trabalhar para o "despertar" (cf. CNBB, Doc. 55; PDV 34).
O papel decisivo da Pv deverá ser:
trabalhar com os vocacionados que as pastorais despertarem, segundo o itinerário: discernir, cultivar e acompanhar.

Proposta Concreta:

Reunir as lideranças das várias equipes pastorais e fazer um planejamento comum.
Fazer perceber que todas as pastorais têm os mesmos objetivos.
Conscientizar da necessidade de um trabalho orgânico.
Formar equipes mistas com elementos de diversas pastorais.
Elaborar subsídios vocacionais, em conjunto com outras pastorais.
Buscar espaço nas pastorais afins.